quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MODERNISMO EM PORTUGAL

O movimento modernista em Portugal surgiu em 1915, com a publicação da Revista Orpheu, em meio às instabilidades sociais e políticas da República recém-proclamada (1910) e ainda em meio às instabilidades trazidas pelo início da Primeira Guerra Mundial (1914). Fortemente influenciado pelo Cubismo, Futurismo e Surrealismo, o Modernismo português começou voltado para o individuo, apoiando a ideia de existência individual como fruto do próprio ser humano, não da realidade em que vive. Trazendo oposição aos valores antigos neo-simbolistas e neo-românticos, o movimento modernista em Portugal, assim como no Brasil, teve três momentos decisivos: o primeiro (Orfismo) em 1915, o segundo (Presencismo) em 1927 e o terceiro (Neo-Realismo) em 1940.

Orfismo

O primeiro momento, iniciado em 1915, com a publicação da Revista Orpheu, trazia textos ligados ao cotidiano, estando ligado às instabilidades da época e às vanguardas européias. A revista teve dois números e funcionou para difundir as ideias modernistas, com a finalidade de colocar Portugal à altura da modernidade europeia trazida pelas vanguardas.
Através da poesia irreverente vinha o gosto por “irritar” o burguês da época, quebrando os padrões pré-definidos. Deste período destacam-se: Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros.

Presencismo

O segundo momento, iniciado em 1927, com a publicação da Revista Presença, trouxe uma literatura intimista, ligada ao “eu”, sem compromissos com as instabilidades. Apesar da diferença, o segundo momento jamais negou o primeiro. Destacam-se nesta época: Rodrigues Miguéis, Branquinho da Fonseca, José Régio e Irene Lisboa.

Neo-Realismo

O terceiro momento iniciou-se em 1940 e teve influências de modernistas brasileiros para a construção de uma literatura engajada, que fazia uma denuncia social, ficando afastada do subjetivismo e do intimismo do segundo momento, tendo forte relação com o momento histórico (Segunda Guerra Mundial), que pedia este olhar para a sociedade. Destacam-se neste período: Fernando Namora, Vergílio Ferreira, Manuel da Fonseca.

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